Quinteto lança sexto álbum de
composições inéditas.
Sonoridade aponta para bandas como NOFX e Bad Religion.
Em seu sexto álbum de inéditas, “Cidade cinza”, a banda paulista CPM 22 deixa o romantismo de lado – mas nem tanto. No novo trabalho, a metrópole vira cenário para os relacionamentos sempre presentes nas letras do grupo, mas ao mesmo tempo revela a faceta inspirada no hardcore sem frescuras. A sonoridade, por sua vez, ganhou o peso e a rapidez de bandas da seara de NOFX, Rancid, Bad Religion.
São
doze músicas em pouco mais de 30 minutos. A parte
instrumental foi toda gravada ao vivo, o que transmite ainda mais a
sensação de urgência da cidade grande –
tema presente não apenas no nome do álbum, mas
também na última faixa do disco. Essa foi a primeira
a ficar pronta e que acabou norteando as composições
seguintes.
“Maldita herança”, a faixa mais nervosa
do disco, não lembra em nada o CPM 22 de alguns anos
atrás. Ao contrário: remete aos primórdios da
banda, quando o grupo ainda era independente. “Quem
são os ratos que estão ditando a ordem em terra de
ninguém?”, pergunta um irado vocalista
Badauí.
Na mesma toada vem “1000 motivos”, outro bom
momento do álbum, composta por Badauí em parceria com
Rodrigo Koala, do Hateen. “Depois de horas”, de Luciano
e Badauí, fala de “lugares cheios e pensamentos
vazios”.
Atento aos fãs que se apegam ao lado melódico,
porém, o grupo mantém a veia romântica em
canções mais pop, caso de “Nossa
música” e “Ano que vem talvez” –
essa última escrita em parceria com Carlos Dias, conhecido
no cenário alternativo como integrante das bandas Againe e
Polara, que também assina “Tempo” e “Reais
amigos”.
Postado Por Tiago Ribeiro às 08:55
ALM
Seg 17 Dez 2007 14:28